O Salmo 66 abre com um chamado de largueza impressionante: o convite ao júbilo não se dirige a Israel apenas, mas a "todas as terras". Desde a primeira linha, o salmista rompe as fronteiras do templo e do povo eleito para imaginar a criação inteira erguendo a voz. O verbo traduzido por "jubilar" evoca o brado festivo, aquele grito espontâneo de alegria que não cabe em fórmulas polidas — é o som de quem foi surpreendido pela bondade de Deus.
A universalidade desse louvor não é ingenuidade poética; ela nasce da convicção de que o Deus de Israel é o Senhor de tudo. Para o leitor de hoje, o versículo desarma qualquer religiosidade estreita ou triste. Louvar não é obrigação sombria, mas transbordamento. Talvez o convite mais honesto que possamos ouvir hoje seja este: deixar que a alegria em Deus tenha voz, mesmo quando parece pequena diante da imensidão do mundo que também é chamado a cantar.
O que este versículo diz
O Salmo 66 abre com um chamado de largueza impressionante: o convite ao júbilo não se dirige a Israel apenas, mas a "todas as terras". Desde a primeira linha, o salmista rompe as fronteiras do templo e do povo eleito para imaginar a criação inteira erguendo a voz. O verbo traduzido por "jubilar" evoca o brado festivo, aquele grito espontâneo de alegria que não cabe em fórmulas polidas — é o som de quem foi surpreendido pela bondade de Deus.
A universalidade desse louvor não é ingenuidade poética; ela nasce da convicção de que o Deus de Israel é o Senhor de tudo. Para o leitor de hoje, o versículo desarma qualquer religiosidade estreita ou triste. Louvar não é obrigação sombria, mas transbordamento. Talvez o convite mais honesto que possamos ouvir hoje seja este: deixar que a alegria em Deus tenha voz, mesmo quando parece pequena diante da imensidão do mundo que também é chamado a cantar.