Salmos 63:5
“A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios,”
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“A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios,”
O que este versículo diz
O salmista descreve a satisfação da alma com uma imagem tirada dos banquetes: "tutano" e "gordura" eram, na cultura da época, os melhores e mais nutritivos alimentos, sinal de fartura e festa. Quem estava no deserto, sem água nem comida abundante, encontra em Deus uma saciedade mais rica do que qualquer refeição. É contraste deliberado com a "terra seca" do início: a sede que abria o salmo encontra aqui seu banquete.
A saciedade produz canto: a boca louva "com alegres lábios". Note-se como a alegria não vem da mudança das circunstâncias — o salmista continua no deserto — mas da presença de Deus experimentada em meio a elas. Para o leitor, o versículo desafia a ideia de que só seremos plenos quando tudo estiver resolvido. Há uma fartura interior disponível mesmo na escassez exterior. Alimentar a alma em Deus, pela oração e pela palavra, é o banquete que nenhuma seca consegue interromper.