Salmos 62:3
“Até quando maquinareis o mal contra um homem? sereis mortos todos vós, sereis como uma parede encurvada e um valado bambaleante.”
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“Até quando maquinareis o mal contra um homem? sereis mortos todos vós, sereis como uma parede encurvada e um valado bambaleante.”
O que este versículo diz
Depois de firmar sua confiança, o salmista vira-se para os adversários, e a mudança de tom é sensível. A pergunta "até quando" é o grito de quem já sofre há tempo demais o assédio dos que "maquinam o mal". A cena é de perseguição planejada, calculada, não de um mal casual. Curiosamente, o salmista não retruca com ameaças próprias; descreve os inimigos como alvos já vulneráveis diante de Deus.
As imagens são vívidas e um tanto irônicas. Aqueles que tramam contra um só homem são comparados a "uma parede encurvada e um valado bambaleante", ou seja, um muro estufado prestes a ruir, uma cerca cambaleante. Toda a força ameaçadora deles é, no fundo, instável, condenada a cair. É uma leitura que consola sem incitar vingança: quem confia em Deus não precisa demolir o inimigo, porque a maldade traz em si a própria ruína. Diante de pressões e injustiças, aprende-se aqui a nomear a ameaça sem se deixar dominar pelo medo dela.