Salmos 57:8
“Desperta, gloria minha, desperta, alaúde e harpa; eu mesmo despertarei ao romper da alva.”
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“Desperta, gloria minha, desperta, alaúde e harpa; eu mesmo despertarei ao romper da alva.”
O que este versículo diz
O salmista se dirige agora a si mesmo e aos seus instrumentos, num chamado cheio de energia: "desperta, glória minha; desperta, alaúde e harpa". A "glória" aqui é entendida por muitos como a própria alma, a parte mais nobre do ser humano, convocada a sair do torpor do medo. É como se ele sacudisse o próprio interior adormecido pela aflição e o convocasse para a adoração.
O ponto alto é a decisão de "despertar ao romper da alva". Depois de uma noite que a tradição associa ao esconderijo e ao perigo, o salmista quer estar acordado antes do sol, para receber a manhã com música em vez de recebê-la com angústia. Há aqui uma imagem que atravessa toda a Bíblia: a esperança que se levanta com o amanhecer. Quem passou a noite chorando pode decidir preparar-se para louvar quando a luz chegar. Talvez a sua fé precise, hoje, desse mesmo chamado interior: acordar a alma, pegar o instrumento e antecipar, no escuro, a manhã que Deus prepara.