Salmos 49:11
“O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração: dão às suas terras os seus próprios nomes.”
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“O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração: dão às suas terras os seus próprios nomes.”
O que este versículo diz
O salmista devassa o "pensamento interior" dos que confiam nas riquezas: no íntimo, imaginam que suas casas serão "perpétuas" e suas moradas passarão "de geração em geração". Chegam a dar "os seus próprios nomes" às terras que possuem, gesto de quem tenta fixar a própria memória no mundo, gravando a identidade na paisagem para não ser esquecido. É a busca por uma imortalidade de segunda mão, feita de propriedade e prestígio.
Alguns manuscritos e traduções antigas trazem uma variante que fala de "sepulcros" no lugar de "pensamento interior", sugerindo com ironia que a única morada realmente eterna do rico é o túmulo. De um jeito ou de outro, a mensagem se mantém: o esforço de perpetuar o nome esbarra na mortalidade. Para nós, é um espelho incômodo. Também queremos deixar marca, ser lembrados, garantir que algo nosso permaneça. O salmo não condena esse desejo, mas o coloca sob a luz da verdade, mostrando que ele não se cumpre pelos caminhos que o mundo costuma prometer.