Salmos 42:1
“Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim brama a minha alma por ti, ó Deus!”
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“Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim brama a minha alma por ti, ó Deus!”
O que este versículo diz
Este salmo abre o chamado segundo livro do Saltério e é atribuído, no título, aos "filhos de Coré", uma família de cantores levitas ligada ao serviço do templo. A imagem inicial dá o tom de tudo o que vem a seguir: o cervo ofegante que procura desesperadamente a água corrente. Em muitas terras da Palestina os riachos secam no verão, e o animal sedento percorre longas distâncias em busca de vida. O salmista transfere essa cena para dentro de si: sua alma "brama", isto é, geme e clama, não por um bem qualquer, mas por Deus.
A comparação é honesta sobre a natureza do desejo espiritual: nem sempre ele é sereno; às vezes é urgente, quase dolorido. Vale perguntar, diante deste versículo, o que de fato aplaca a sede mais profunda do coração. O texto sugere que apenas Deus corresponde a esse anseio, e que sentir tal falta já é, paradoxalmente, sinal de que a alma foi feita para Ele.