Salmos 4:1

Salmos 4:1
“Ouve-me; quando eu clamo, ó Deus da minha justiça, na angústia me déste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.”
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O que este versículo diz

Este primeiro versículo é um grito confiante que dá o tom de todo o poema. Uma tradição antiga de leitura pareia o Salmo 3 como oração da manhã e o Salmo 4 como oração da noite, e por isso ele costuma ser lembrado como cântico vespertino; convém, porém, tomar esse rótulo como sugestão devocional, não como divisão fixa do Saltério. O salmista chama a Deus de "Deus da minha justiça", reconhecendo que sua causa não se sustenta em méritos próprios, mas naquele que o justifica e defende. A imagem central está na expressão "na angústia me deste largueza": onde havia aperto e estreiteza, Deus abriu espaço e alargou o caminho. É a memória de um livramento passado que sustenta o pedido presente. O orante já foi ouvido antes, por isso ousa clamar de novo. Para quem hoje se sente encurralado, este verso ensina a orar da memória: lembrar como Deus já nos tirou de becos sem saída dá coragem para confiar que Ele tornará a fazê-lo.

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