Salmos 36:2
“Porque em seus olhos se lisongeia, até que a sua iniquidade se descubra ser detestável.”
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“Porque em seus olhos se lisongeia, até que a sua iniquidade se descubra ser detestável.”
O que este versículo diz
Continuando o retrato iniciado no versículo anterior, o salmista descreve o mecanismo interno da autoilusão: o perverso "em seus olhos se lisonjeia". Ou seja, ele se enxerga sob uma luz favorável demais, alimentando uma imagem de si mesmo que impede qualquer arrependimento. A lisonja mais perigosa não vem de fora, mas da própria mente que se convence de que está tudo bem. O texto acrescenta uma nota realista: essa autoenganação dura "até que a sua iniquidade se descubra ser detestável", isto é, até o dia em que a verdade vem à tona e o pecado se revela como realmente é.
Há aqui um aviso pastoral valioso. Todos nós temos áreas cegas, zonas em que preferimos nos elogiar a nos corrigir. A oração sincera pede a Deus que rasgue esse véu antes que a consequência o faça de modo doloroso. Pedir para ser conhecido por Deus, e não apenas admirado por nós mesmos, é o começo da cura.