Salmos 25:6
“Lembra-te, Senhor, das tuas misericórdias e das tuas benignidades, porque são desde a eternidade.”
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“Lembra-te, Senhor, das tuas misericórdias e das tuas benignidades, porque são desde a eternidade.”
O que este versículo diz
A oração se volta para a memória — mas é Deus quem o salmista pede que se lembre. "Lembra-te" não sugere que Deus esqueça; é linguagem de aliança, um apelo para que ele aja segundo aquilo que sempre foi. Duas palavras-chave se somam: "misericórdias" traduz o hebraico rahamim, ligado às entranhas, ao amor visceral de mãe ou pai; "benignidades" evoca hesed, a lealdade fiel do pacto. Juntas, descrevem um afeto que é ao mesmo tempo terno e comprometido.
O decisivo vem no fim: essas misericórdias existem "desde a eternidade". Não são humor passageiro de Deus, mas seu modo de ser, anterior a qualquer falha nossa. Quando o salmista pede que Deus se lembre, ele na verdade se apoia num caráter que não muda. Você pode orar do mesmo jeito: nos dias em que sua fé vacila, invoque não os seus méritos, mas a bondade antiga e constante de Deus, que já existia muito antes de você precisar dela.