Salmos 22:2

Salmos 22:2
“Meu Deus, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho socego.”
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O que este versículo diz

O clamor do primeiro versículo agora se estende no tempo: dia e noite, sem intervalo e sem resposta. O contraste entre "clamo" e "não me ouves" expressa a experiência amarga de quem ora com fervor e só encontra o céu calado. A menção ao "socego" (sossego, descanso) que não vem revela que essa aflição rouba até a paz do repouso; a angústia se tornou insônia da alma.

É importante notar que o salmista continua falando com Deus, e não sobre Deus a terceiros. Ele não desiste da oração; protesta dentro dela. Muitos leitores encontram aqui permissão para uma honestidade que a religiosidade às vezes reprime: podemos dizer a Deus que Ele parece surdo. Essa franqueza não é falta de fé, é a fé em sua forma mais crua, que se recusa a soltar as mãos de Deus mesmo quando não sente resposta. O texto valida a longa espera de quem sofre sem alívio imediato.

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