Salmos 137:6

Salmos 137:6
“Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não prefiro Jerusalem à minha maior alegria.”
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O que este versículo diz

O juramento se aprofunda e chega à segunda maldição condicional: se não lembrar de Jerusalém, que a língua fique presa ao céu da boca — muda, incapaz de falar ou cantar. Assim, mão e língua, os dois instrumentos do músico e do adorador, são colocados sob penhor da memória. O versículo culmina numa declaração de prioridade absoluta: preferir Jerusalém "à minha maior alegria". A cidade santa, e o Deus que nela habitava, valem mais do que qualquer felicidade pessoal.

Aqui o exílio produz não amargura apenas, mas uma reorientação do amor. Em meio à perda, o salmista descobre o que de fato ocupa o primeiro lugar. Para nós, o versículo é um espelho: nossas maiores alegrias, por mais legítimas, não devem tomar o trono que pertence ao que é eterno. Colocar Deus e seu propósito acima da própria alegria não empobrece a vida; ordena-a. É um convite a examinar o que ocupa, de fato, o cume dos nossos afetos.

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