Salmos 119:108
“Aceita, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, ó Senhor; ensina-me os teus juízos.”
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“Aceita, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, ó Senhor; ensina-me os teus juízos.”
O que este versículo diz
O salmista oferece a Deus "as oferendas voluntárias da minha boca". No sistema de sacrifícios de Israel, havia ofertas obrigatórias e ofertas espontâneas, feitas por puro desejo de agradar a Deus. Aqui, porém, a oferta não é de animais, mas de palavras — o louvor, a oração, o próprio conteúdo desta prece. Antecipa-se uma verdade que os profetas e salmos desenvolvem: Deus deleita-se também no culto dos lábios e do coração.
O pedido "aceita, eu te rogo" revela humildade: ele sabe que suas palavras só têm valor se Deus as receber. E logo acrescenta: "ensina-me os teus juízos". Mesmo oferecendo louvor, continua na postura de aprendiz. Louvor e aprendizado caminham juntos: quem adora deseja conhecer melhor a quem adora. Este versículo dignifica nossas orações mais simples. Aquilo que dizemos a Deus, quando brota de um coração sincero, é oferta agradável a ele. E o adorador maduro nunca se acha pronto; junto com o louvor, sempre pede: ensina-me mais dos teus caminhos.