“Teem ouvidos, mas não ouvem; narizes teem, mas não cheiram:”
Ouça Salmos 115:6
O que este versículo diz
A sátira prossegue, descendo pelos sentidos: "têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram". A menção ao ouvido aprofunda a acusação anterior. De que serve orar a um deus surdo? A oração pressupõe alguém que escuta, e o ídolo, com suas orelhas esculpidas, é a paródia perfeita da escuta que nunca acontece. O nariz que não cheira alude provavelmente ao incenso e às ofertas queimadas diante das imagens: o culto sobe, mas ninguém o recebe.
A acumulação de detalhes não é redundância; é retórica deliberada, feita para que o absurdo apareça em toda a sua nudez. Cada sentido negado é mais uma prova do vazio. Para nós, o versículo guarda um consolo por contraste: o Deus a quem oramos ouve. As Escrituras repetem que Ele inclina o ouvido ao pobre e recebe o clamor. Diante de tantas coisas que prometem atenção e nada devolvem, é bom lembrar que existe uma escuta verdadeira, que não é feita de gesso nem de metal.
O que este versículo diz
A sátira prossegue, descendo pelos sentidos: "têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram". A menção ao ouvido aprofunda a acusação anterior. De que serve orar a um deus surdo? A oração pressupõe alguém que escuta, e o ídolo, com suas orelhas esculpidas, é a paródia perfeita da escuta que nunca acontece. O nariz que não cheira alude provavelmente ao incenso e às ofertas queimadas diante das imagens: o culto sobe, mas ninguém o recebe.
A acumulação de detalhes não é redundância; é retórica deliberada, feita para que o absurdo apareça em toda a sua nudez. Cada sentido negado é mais uma prova do vazio. Para nós, o versículo guarda um consolo por contraste: o Deus a quem oramos ouve. As Escrituras repetem que Ele inclina o ouvido ao pobre e recebe o clamor. Diante de tantas coisas que prometem atenção e nada devolvem, é bom lembrar que existe uma escuta verdadeira, que não é feita de gesso nem de metal.