Salmos 109:2
“Pois a boca do ímpio e a boca do enganador estão abertas contra mim: teem falado contra mim com uma língua mentirosa.”
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“Pois a boca do ímpio e a boca do enganador estão abertas contra mim: teem falado contra mim com uma língua mentirosa.”
O que este versículo diz
Depois de rogar que Deus não se cale, o salmista explica por que o silêncio o aterroriza: contra ele muitas bocas se abrem sem descanso. Ele fala da "boca do ímpio" e da "boca do enganador", duas faces de um mesmo ataque, a hostilidade aberta e a mentira dissimulada. A imagem da língua mentirosa é recorrente nos Salmos e revela que a agressão aqui é sobretudo verbal: caluna, falso testemunho, difamação que fere a reputação e pode arruinar uma vida.
Há algo profundamente humano nesse retrato. Muitos leitores conhecem a dor de serem alvo de palavras falsas que não podem facilmente refutar. O contraste é eloquente: enquanto as bocas dos acusadores estão "abertas", o salmista pede que a boca de Deus se abra em seu favor. Diante da injustiça das palavras, ele não responde com as mesmas armas; leva o caso ao único Juiz que conhece o coração. É um convite a confiar a nossa defesa a Deus quando somos difamados.