Salmos 104:9
“Termo lhes pozeste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a terra.”
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“Termo lhes pozeste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a terra.”
O que este versículo diz
O poeta encerra o episódio das águas com uma imagem jurídica: Deus fixou um "termo", um limite, que o mar não ultrapassará. É como uma fronteira traçada, uma cláusula que garante que as águas "não tornem mais a cobrir a terra". A criação, portanto, inclui a colocação de limites, e isso é apresentado como um bem.
Há aqui um eco da promessa feita depois do dilúvio, em Gênesis, de que as águas não destruiriam de novo toda a terra. O mar continua imenso e capaz de assustar, mas está contido pela palavra do Criador. Esse tema dos limites tem grande valor devocional. Numa cultura que às vezes vê todo limite como opressão, o salmo lembra que fronteiras bem postas são o que torna a vida possível: a praia existe porque o mar tem borda. Também na vida interior, os limites que Deus estabelece não são muros contra a liberdade, mas margens que protegem, dentro das quais a existência floresce em segurança.