Rute 4:10

Rute 4:10
“E de que tambem tomo por mulher a Rut, a moabita, que foi mulher de Mahlon, para suscitar o nome do defunto sobre a sua herdade, para que o nome do defunto não seja desarraigado dentre seus irmãos e da porta do seu lugar: disto sois hoje testemunhas.”
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O que este versículo diz

Boaz completa sua declaração anunciando o coração de todo o ato: toma Rute, "a moabita", como esposa, para que o nome do falecido Malom não seja "desarraigado dentre seus irmãos e da porta do seu lugar". A preocupação central não é a posse de terras, mas a preservação de um nome que a morte quase apagou. Naquela cultura, ter o nome extinto significava desaparecer da memória e da herança do povo; garantir descendência era um ato de justiça e amor para com o morto e sua viúva.

Comove que Boaz insista em chamar Rute de "a moabita". Longe de esconder a origem estrangeira dela, ele a inclui plenamente na história de Israel. A mulher que veio de fora, que escolheu o Deus de Noemi, é acolhida sem reservas. Para nós, o versículo fala de um amor que restaura o que estava condenado ao esquecimento. Deus se importa com os nomes, com as histórias interrompidas, com aqueles que o mundo daria por perdidos. Nada que a fidelidade resgata se perde de fato.

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