Rute 4:1
“E Boaz subiu à porta, e assentou-se ali: e eis que o remidor de que Boaz tinha falado ia passando, e disse-lhe: Ó fulano, desvia-te para cá, assenta-te aqui. E desviou-se para ali, e assentou-se.”
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“E Boaz subiu à porta, e assentou-se ali: e eis que o remidor de que Boaz tinha falado ia passando, e disse-lhe: Ó fulano, desvia-te para cá, assenta-te aqui. E desviou-se para ali, e assentou-se.”
O que este versículo diz
O capítulo final abre com Boaz agindo com determinação. A "porta" da cidade não era apenas uma entrada: era o espaço público onde os assuntos jurídicos e comerciais eram tratados diante de testemunhas, uma espécie de tribunal a céu aberto. Boaz senta-se ali e aguarda o outro parente resgatador, aquele que, na ordem familiar, tinha precedência sobre ele no direito de redimir os bens de Elimeleque.
O texto chama esse homem de "fulano" — a expressão hebraica original é uma forma que soa como "tal e tal", deixando o nome propositalmente vago. Muitos leitores notam o contraste: o parente que se recusará a assumir a responsabilidade permanece anônimo, enquanto Boaz, que assume, será lembrado para sempre. Há aqui uma lição silenciosa. O bem que fazemos pelos outros pode não render aplausos imediatos, mas fica gravado onde importa. Boaz não age no impulso; procura o caminho correto, público e legítimo, para cuidar de Rute e Noemi.