“Não injuriam ao ladrão, quando furta, para saciar a sua alma, tendo fome;”
Ouça Provérbios 6:30
O que este versículo diz
O mestre introduz uma comparação inesperada e cheia de nuance. Ele observa que as pessoas não desprezam totalmente o ladrão que furta movido pela fome, para "saciar a sua alma". Não se trata de aprovar o roubo, que continua sendo delito, mas de reconhecer que a necessidade extrema atenua, aos olhos humanos, a gravidade moral do ato. Há certa compreensão social para quem rouba por desespero, ainda que a lei o obrigue a restituir. É um caso em que a motivação torna o crime mais compreensível.
Essa observação prepara um contraste que virá a seguir com o adultério. O mestre, com fina argumentação, admite graus na conduta humana: nem todo erro nasce da mesma raiz nem tem o mesmo peso. Isso revela uma sabedoria que não é rígida nem simplista, capaz de reconhecer as circunstâncias sem por isso abolir a responsabilidade. Também nos ensina a olhar com certa compaixão para as fraquezas nascidas da necessidade, mesmo quando não podemos aprová-las, distinguindo o desespero da simples malícia.
O que este versículo diz
O mestre introduz uma comparação inesperada e cheia de nuance. Ele observa que as pessoas não desprezam totalmente o ladrão que furta movido pela fome, para "saciar a sua alma". Não se trata de aprovar o roubo, que continua sendo delito, mas de reconhecer que a necessidade extrema atenua, aos olhos humanos, a gravidade moral do ato. Há certa compreensão social para quem rouba por desespero, ainda que a lei o obrigue a restituir. É um caso em que a motivação torna o crime mais compreensível.
Essa observação prepara um contraste que virá a seguir com o adultério. O mestre, com fina argumentação, admite graus na conduta humana: nem todo erro nasce da mesma raiz nem tem o mesmo peso. Isso revela uma sabedoria que não é rígida nem simplista, capaz de reconhecer as circunstâncias sem por isso abolir a responsabilidade. Também nos ensina a olhar com certa compaixão para as fraquezas nascidas da necessidade, mesmo quando não podemos aprová-las, distinguindo o desespero da simples malícia.