Provérbios 30:8
“Alonga de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: mantem-me do pão da minha porção acostumada.”
Ouça Provérbios 30:8
“Alonga de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: mantem-me do pão da minha porção acostumada.”
O que este versículo diz
Eis os dois pedidos. Primeiro, que Deus afaste dele "a vaidade e a palavra mentirosa" — isto é, a falsidade em todas as formas, tanto o engano dos outros quanto o autoengano. Segundo, um pedido raro e sábio: nem pobreza nem riqueza, mas apenas o pão da porção necessária. Agur pede a medida certa, o suficiente para viver com dignidade sem os extremos que ameaçam a alma.
Esse equilíbrio é notável num mundo que ensina a querer sempre mais. A expressão "o pão da minha porção" lembra o maná do deserto, dado dia a dia, e antecipa o pedido do Pai Nosso: "o pão nosso de cada dia". O sábio percebe que tanto a miséria quanto a fartura escondem perigos espirituais, como o verso seguinte explicará. Para o leitor, há um convite a rever a relação com o dinheiro: contentar-se com o necessário é uma forma de liberdade, e desconfiar dos extremos é proteger o coração para que ele permaneça voltado a Deus.