Provérbios 30:20
“Tal é o caminho da mulher adúltera: ela come, e limpa a sua boca, e diz: Não cometi maldade.”
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“Tal é o caminho da mulher adúltera: ela come, e limpa a sua boca, e diz: Não cometi maldade.”
O que este versículo diz
Por associação com o "caminho do homem com a jovem" do verso anterior, Agur acrescenta um contraponto sombrio: o caminho da mulher adúltera. A imagem é cruel na sua naturalidade — ela comete o ato, "limpa a boca" e declara não ter feito mal algum. A metáfora do comer sugere que ela trata o pecado como quem faz uma refeição corriqueira, sem peso na consciência.
O horror do verso não está tanto no ato em si, mas na ausência total de remorso. É a consciência cauterizada, que peca e não se perturba. Isso ecoa a geração "pura aos seus olhos" do verso 12: o mesmo autoengano que se recusa a reconhecer a própria imundície. Embora o exemplo seja feminino, o princípio vale para todos: o mais perigoso não é cair, mas normalizar a queda, dizendo "não cometi maldade". Para o leitor, é um alerta sobre o endurecimento gradual do coração. Deus nos livre de pecar sem sentir; que jamais percamos a sensibilidade que reconhece o erro e busca a limpeza que só a graça oferece.