Provérbios 27:20
“Como o inferno e a perdição nunca se fartam, assim os olhos do homem nunca se fartam.”
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“Como o inferno e a perdição nunca se fartam, assim os olhos do homem nunca se fartam.”
O que este versículo diz
O provérbio recorre a imagens da morte e da destruição — o Sheol e a perdição, o mundo dos mortos que nunca se enche — para retratar algo do coração humano: os olhos que nunca se saciam. O olhar aqui simboliza o desejo, a cobiça, a busca insaciável por mais. Assim como o abismo da morte engole sem cessar e jamais se dá por satisfeito, também o apetite humano por posses, prazeres e novidades tende a nunca dizer "basta".
A observação é profundamente realista e atual. Conseguimos uma coisa e logo queremos outra; a satisfação dura pouco e o vazio retorna. O versículo não condena o desejo em si, mas expõe sua natureza sem fundo quando não é ordenado e limitado. Para o leitor, é um espelho sóbrio: se os olhos jamais se fartam por si mesmos, a paz não virá de acumular mais, mas de aprender o contentamento. Reconhecer esse abismo interior é o primeiro passo para não ser devorado por ele e buscar a plenitude onde ela de fato se encontra.