Provérbios 27:2
“Louve-te o estranho, e não a tua boca, o estrangeiro e não os teus lábios.”
Ouça Provérbios 27:2
“Louve-te o estranho, e não a tua boca, o estrangeiro e não os teus lábios.”
O que este versículo diz
Depois de advertir contra a presunção sobre o tempo, o texto volta-se para a presunção sobre nós mesmos: o autoelogio. Que seja outra pessoa, e não a nossa própria boca, a reconhecer o que temos de bom. A repetição — "o estranho" e "o estrangeiro", "a tua boca" e "os teus lábios" — reforça, no estilo hebraico, uma única ideia com firmeza: o valor genuíno dispensa autopromoção. Quando alguém precisa proclamar as próprias virtudes, geralmente é sinal de que elas ainda não convenceram por si mesmas.
Há aqui uma sabedoria social fina. O elogio que vem de fora carrega credibilidade justamente porque não é interessado; o que sai da própria boca soa a vaidade, mesmo quando verdadeiro. Para o leitor, o convite é cultivar o caráter em silêncio e deixar que as obras falem. Diante de Deus, que "vê no oculto", a busca por aprovação humana perde urgência, e podemos trabalhar bem sem exigir aplauso.