Provérbios 21:10
“A alma do ímpio deseja o mal: o seu próximo lhe não agrada aos seus olhos.”
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“A alma do ímpio deseja o mal: o seu próximo lhe não agrada aos seus olhos.”
O que este versículo diz
Depois da cena doméstica, o provérbio volta ao contraste moral de fundo. Descreve a "alma do ímpio" como movida por um desejo interior do mal — não um deslize ocasional, mas uma inclinação do querer. A consequência aparece na segunda linha: nem mesmo o próximo, aquele que deveria despertar afeto e solidariedade, encontra graça aos seus olhos. Onde o coração se volta para o mal, as relações se contaminam; o outro deixa de ser irmão e vira obstáculo ou vítima. A sabedoria bíblica localiza a raiz da conduta no desejo, naquilo que amamos e queremos, antes mesmo dos atos. Por isso Provérbios insiste tanto na guarda do coração. Para o leitor, o versículo é um espelho incômodo e útil: aquilo que desejo no íntimo molda como trato as pessoas ao redor. Pedir a Deus um coração que deseje o bem é o primeiro passo para que o próximo volte a agradar aos nossos olhos.