Obadias 1:13
“Nem entrar pela porta do meu povo, no dia da sua calamidade; nem tão pouco devias ver satisfeito o seu mal, no dia da sua calamidade; nem estender as tuas mãos contra o seu exército, no dia da sua calamidade;”
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O que este versículo diz
A ladainha das acusações se intensifica com a repetição solene "no dia da sua calamidade", três vezes no mesmo versículo, como um sino que dobra. Edom não deveria ter entrado "pela porta do meu povo" para se aproveitar do saque, nem olhar com prazer o mal alheio, nem estender as mãos sobre os bens dos que já haviam perdido tudo. A expressão "do meu povo" revela a intimidade ferida: Deus fala de Judá como sua propriedade querida, e quem toca nos aflitos toca no próprio Senhor.
Há uma escalada nítida do pecado: primeiro olhar, depois entrar, depois estender as mãos para pilhar. O mal raramente começa grande; cresce em etapas quando não é freado. Para o leitor, o versículo denuncia a tentação de lucrar com a desgraça do próximo, de aproveitar a fraqueza alheia para ganho próprio. Diante da calamidade de alguém, a porta que devemos cruzar é a do socorro, não a do saque.