Números 23:19
“Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa: porventura diria ele, e não o faria? ou falaria, e não o confirmaria?”
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“Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa: porventura diria ele, e não o faria? ou falaria, e não o confirmaria?”
O que este versículo diz
Este é um dos versículos mais célebres do livro, uma afirmação límpida da fidelidade e da veracidade de Deus: "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa". Ao contrário dos seres humanos, que voltam atrás em suas palavras e mudam de propósito por fraqueza ou inconstância, Deus cumpre o que promete. As duas perguntas finais reforçam a certeza: aquilo que Ele diz, faz; aquilo que fala, confirma. A firmeza da bênção sobre Israel repousa nessa imutabilidade do caráter divino.
É importante ler esse texto com equilíbrio. A Escritura, em outros trechos, fala de Deus que se "arrepende" ou se compadece; a tradição entende que se trata de linguagem que descreve a relação viva de Deus com o mundo, não uma contradição. Aqui, o ponto é que Deus não mente nem falha em cumprir suas promessas de aliança. Para o leitor, há um alicerce inabalável: podemos confiar na palavra de Deus porque Ele é fiel, e sua bênção não é revogada pela inconstância humana.