Números 22:7
“Então foram-se os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas com o preço dos encantamentos nas suas mãos: e chegaram a Balaão, e lhe falaram as palavras de Balac”
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“Então foram-se os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas com o preço dos encantamentos nas suas mãos: e chegaram a Balaão, e lhe falaram as palavras de Balac”
O que este versículo diz
Os anciãos partem levando "o preço dos encantamentos nas suas mãos" — o pagamento pelos serviços adivinhatórios. O detalhe é revelador: trata-se de uma transação. A bênção e a maldição estão sendo tratadas como mercadoria, e Balaão, como prestador de serviço remunerado. A delegação, formada por líderes de Moabe e de Midiã, chega e transmite fielmente as palavras de Balaque.
O dinheiro que segue nas mãos dos mensageiros lança sombra sobre todo o episódio. A tradição posterior, tanto judaica quanto neotestamentária, lembrará de Balaão justamente pela sua relação com o lucro — o Novo Testamento fala do "salário da injustiça". Não que buscar sustento seja errado; o problema é vender aquilo que é sagrado, colocar preço na voz de Deus. O leitor moderno reconhece a tentação: transformar o dom espiritual em negócio, servir a quem paga mais. O relato nos convida a examinar que "preços" carregamos nas mãos quando nos aproximamos das coisas de Deus.