Números 22:31

Números 22:31
“Então o Senhor abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do Senhor, que estava no caminho, e a sua espada desembainhada na mão: pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se sobre a sua face.”
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O que este versículo diz

Enfim, "o Senhor abriu os olhos a Balaão". Só então o vidente vê o que a jumenta via desde o início: o anjo com a espada desembainhada no caminho. A visão que ele não conseguiu alcançar por si mesmo lhe é dada por Deus. É preciso que o Senhor abra nossos olhos; a percepção do sagrado não é conquista humana, mas dom. Diante do anjo, Balaão inclina a cabeça e prostra-se com o rosto em terra.

O gesto de prostração marca uma virada. O homem que espancava furiosamente sua montaria agora se lança ao chão em reverência e temor. A espada que ele desejava contra a jumenta está, na verdade, apontada contra sua própria presunção. A cena ensina que a verdadeira visão espiritual começa na humildade — só quando nos curvamos é que enxergamos. O leitor é convidado a essa mesma oração: que o Senhor abra nossos olhos para as realidades diante das quais passamos cegos, para os anjos e advertências que ignoramos em nossa pressa. E que, uma vez vendo, saibamos nos prostrar, reconhecendo quão perto estivemos do abismo sem perceber.

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