Números 22:18
“Então Balaão respondeu, e disse aos servos de Balac: Ainda que Balac me désse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia traspassar o mandado do Senhor meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande;”
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O que este versículo diz
Balaão responde com uma das declarações mais nobres de todo o episódio: nem mesmo "a casa cheia de prata e de ouro" o faria "traspassar o mandado do Senhor meu Deus". Ele chama o Senhor de "meu Deus", reconhece a soberania absoluta da palavra divina e afirma não poder alterá-la em coisa "pequena ou grande". Ditas isoladamente, são palavras de perfeita fidelidade.
E, no entanto, o próximo versículo revelará a ambiguidade. Se a resposta de Deus já era clara e definitiva, por que não despedir os embaixadores de imediato? Balaão diz o certo, mas seu coração ainda flerta com a possibilidade. Essa tensão torna Balaão uma figura tão realista e advertidora: é possível fazer belas confissões de submissão a Deus enquanto se mantém viva a esperança de que Ele mude de ideia a nosso favor. O leitor é convidado a uma honestidade rigorosa. Não basta professar que o dinheiro não nos compra; é preciso que o coração já tenha, de fato, dito adeus àquilo que Deus proibiu.