Neemias 2:19
“O que ouvindo Sanbalat, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesem, o arabio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isto que fazeis? quereis rebelar-vos contra o rei?”
Ouça Neemias 2:19
“O que ouvindo Sanbalat, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesem, o arabio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isto que fazeis? quereis rebelar-vos contra o rei?”
O que este versículo diz
Assim que o povo se dispõe à obra, os adversários reaparecem, agora em número maior. A Sambalate e Tobias soma-se Gesém, o árabe, representando pressões vindas de várias direções ao redor de Judá. A tática deles é o escárnio: zombam, desprezam e insinuam que reconstruir o muro equivale a rebelar-se contra o rei. A acusação é astuta, pois toca justamente no ponto sensível da autoridade imperial, tentando intimidar com a ameaça de deslealdade política.
O ridículo é uma das armas mais antigas contra quem tenta fazer o bem. Ainda não há violência, apenas o desprezo e a insinuação caluniosa, que muitas vezes ferem mais que a força. A ironia é que Neemias tinha justamente a autorização do rei, de modo que a acusação era infundada. Quem se propõe a algo bom precisa esperar essa reação. O menosprezo dos que nada constroem costuma acompanhar o esforço dos que edificam. Reconhecer a zombaria como o que ela é, uma tentativa de desanimar, ajuda a não lhe dar mais poder do que merece sobre nosso coração e nossos propósitos.