Joel 1:4

Joel 1:4
“O que ficou da lagarta o comeu o gafanhoto, e o que ficou do gafanhoto o comeu a locusta, e o que ficou da locusta o comeu o pulgão.”
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O que este versículo diz

Aqui aparece a imagem central que dá o tom ao capítulo: uma sucessão devastadora de gafanhotos que consomem, em etapas, tudo o que resta. O texto usa quatro termos diferentes, e os estudiosos discutem se designam espécies distintas, fases de desenvolvimento do inseto ou simplesmente ondas sucessivas da praga. O efeito literário, em todo caso, é claro: o que uma leva poupa, a seguinte devora, até não sobrar nada.

Gafanhotos em enxame eram, no mundo antigo do Oriente Médio, uma das calamidades mais temidas, capazes de arruinar a colheita de toda uma região em horas. Joel toma esse desastre real e o transforma em ponto de partida para uma reflexão maior. A imagem também fala à experiência humana de perdas que se acumulam, uma sobre a outra, esvaziando pouco a pouco aquilo em que confiávamos. É diante desse esvaziamento que o profeta começará a apontar para uma resposta que não está na terra, mas em Deus.

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