Jó 31:38

Jó 31:38
“Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus regos juntamente chorarem,”
Ouça Jó 31:38

O que este versículo diz

Jó acrescenta um último juramento, agora relacionado à terra e ao trabalho agrícola. Ele imagina a própria "terra" clamando contra ele e os "regos", os sulcos do campo, chorando juntos. É uma personificação poderosa: se Jó tivesse cometido injustiça no cultivo, a própria terra levantaria a voz para acusá-lo. A imagem evoca a ideia bíblica de que a injustiça deixa marcas que clamam diante de Deus, como o sangue de Abel que clamava do solo.

O versículo prepara a acusação específica que vem a seguir, sobre a exploração dos que trabalhavam a terra. Jó estende sua integridade até a relação com o solo e com os que dele viviam. Para o leitor, há aqui uma intuição profunda: nossas ações econômicas e nosso trato com a terra e com os trabalhadores não são neutros diante de Deus. A criação, de certo modo, testemunha nossa conduta. Jó se declara inocente até nesse âmbito, convencido de que a própria terra que cultivou não teria motivos para acusá-lo de injustiça.

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