Jó 31:30

Jó 31:30
“(Tambem não deixei pecar o meu paladar, desejando a sua morte com maldição),”
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O que este versículo diz

Este versículo, em parênteses, reforça o anterior: Jó não deixou nem sequer seu "paladar", sua boca, pecar desejando a morte do inimigo com maldição. Ou seja, ele não apenas evitou celebrar a desgraça alheia, mas também guardou a língua de pronunciar maldições contra quem o odiava. O controle da boca completa o controle do coração: nem no íntimo, nem nas palavras, Jó desejou o mal ao adversário.

A menção ao paladar e à boca aponta para a dimensão verbal do pecado. Amaldiçoar alguém, na cultura antiga, era um ato de peso, uma tentativa de invocar o mal sobre o outro. Jó se abstém disso por completo. Para o leitor, o versículo lembra o poder das palavras que dirigimos, mesmo em pensamento, contra quem nos ofende. Guardar a boca de maldições é uma disciplina espiritual concreta. Jó nos mostra que a integridade abraça também a fala: quem quer ter as mãos limpas precisa também ter os lábios livres do veneno do rancor contra o próximo.

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