Jó 30:8

Jó 30:8
“Eram filhos de doidos, e filhos de gente sem nome, e da terra foram expulsos.”
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O que este versículo diz

Jó encerra a descrição dos seus zombadores chamando-os "filhos de doidos" e "filhos de gente sem nome", varridos da própria terra. Ter nome, naquela cultura, era ter honra, memória e lugar reconhecido; ser "sem nome" significava não contar para nada, viver e morrer no anonimato do desprezo. Chamá-los filhos de insensatos é dizer que vinham de estirpe vil, sem sabedoria nem dignidade herdada.

Com essa expressão dura, Jó fecha o contraste que vinha construindo: são justamente os mais baixos que agora o humilham. Convém lê-la, porém, com discernimento. A amargura fala pela boca de um homem esmagado, e não devemos transformar seu desabafo em doutrina de desprezo pelos pobres. Antes, o versículo nos faz pensar em quantos vivem sem que ninguém lhes guarde o nome — os esquecidos, os que a história não registra. Diante de Deus, contudo, nenhum nome se perde. Essa certeza é consolo para os invisíveis e advertência para quem julga alguém como se fosse "gente sem nome".

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