Jó 22:18

Jó 22:18
“Sendo ele o que encherá de bens as suas casas: mas o conselho dos ímpios esteja longe de mim.”
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O que este versículo diz

Elifaz reconhece, quase a contragosto, que foi Deus quem encheu de bens as casas desses mesmos ímpios. É uma admissão importante: a prosperidade nem sempre é sinal de justiça, pois até os maus recebem fartura da mão generosa do Criador. Isso, sem que Elifaz perceba, contradiz sua própria tese de que a riqueza prova a bênção e a desgraça prova o pecado.

Ele então acrescenta uma frase que soa piedosa: "mas o conselho dos ímpios esteja longe de mim". É o mesmo distanciamento que aparece nos Salmos, onde o justo recusa seguir o conselho dos maus. A intenção de Elifaz é boa nesse ponto, ainda que aplicada de forma equivocada ao caso de Jó. Para o leitor, o versículo guarda duas lições: não medir a bênção divina apenas pela conta bancária, já que Deus faz nascer o sol sobre bons e maus, e cultivar o desejo santo de manter-se afastado dos conselhos que corrompem o coração.

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