“Sofrei-me, e eu falarei: e, havendo eu falado, zombae.”
Ouça Jó 21:3
O que este versículo diz
Jó negocia com franqueza as regras do diálogo: "suportem-me enquanto falo; depois de eu falar, podem zombar". Há aqui uma ousadia comovente. Ele não exige que concordem; pede apenas que o deixem terminar. A zombaria, que ele antecipa com amargura, revela o clima já hostil entre ele e os amigos, que passaram de consoladores a acusadores. Jó aceita o desdém que virá, mas cobra o mínimo: que não o silenciem antes da hora.
Esse pedido tem dignidade. Quem sofre injustamente muitas vezes precisa apenas do direito de ser ouvido até o fim, mesmo sabendo que não será compreendido. Para nós, o versículo sugere paciência com a fala do outro, sobretudo do outro que sofre. Interromper, ridicularizar ou concluir por ele são formas sutis de violência. Deixar alguém terminar sua verdade é um gesto de respeito que a fé deveria tornar natural entre irmãos.
O que este versículo diz
Jó negocia com franqueza as regras do diálogo: "suportem-me enquanto falo; depois de eu falar, podem zombar". Há aqui uma ousadia comovente. Ele não exige que concordem; pede apenas que o deixem terminar. A zombaria, que ele antecipa com amargura, revela o clima já hostil entre ele e os amigos, que passaram de consoladores a acusadores. Jó aceita o desdém que virá, mas cobra o mínimo: que não o silenciem antes da hora.
Esse pedido tem dignidade. Quem sofre injustamente muitas vezes precisa apenas do direito de ser ouvido até o fim, mesmo sabendo que não será compreendido. Para nós, o versículo sugere paciência com a fala do outro, sobretudo do outro que sofre. Interromper, ridicularizar ou concluir por ele são formas sutis de violência. Deixar alguém terminar sua verdade é um gesto de respeito que a fé deveria tornar natural entre irmãos.