Jó 11:12

Jó 11:12
“Mas o homem vão é falto de entendimento; sim, o homem nasce como a cria do jumento montez.”
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O que este versículo diz

Este versículo traz um provérbio de difícil tradução, cuja imagem central compara o "homem vão" à cria selvagem do jumento montês. A ideia parece ser que o insensato tem tanta chance de adquirir entendimento quanto um jumento selvagem tem de nascer domesticado — ou seja, o tolo é indomável e refratário à sabedoria. Muitos estudiosos leem aqui um dito popular sobre a dificuldade de o homem orgulhoso aprender e se corrigir.

Sofar, é claro, insinua que Jó se enquadra nessa categoria de teimosia. A ironia, mais uma vez, é que ele mesmo demonstra a rigidez que critica. O jumento montês, animal livre e arredio do deserto, tornou-se símbolo de uma independência que resiste a toda instrução. Fica para nós um espelho incômodo: será que temos coração ensinável, ou nos tornamos selvagens diante da correção? A verdadeira sabedoria começa quando reconhecemos que precisamos aprender, e nos deixamos, com mansidão, conduzir por Deus.

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