Jeremias 42:18
“Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Como se derramou a minha ira e a minha indignação sobre os habitantes de Jerusalem, assim se derramará a minha indignação sobre vós, entrando no Egito; e servireis de maldição, e de espanto, e de execração, e de opróbrio, e não vereis mais este lugar”
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O que este versículo diz
Deus estabelece um paralelo aterrador: assim como sua ira se derramou sobre os habitantes de Jerusalém, cuja destruição o remanescente acabara de testemunhar, assim se derramaria sobre os que fossem ao Egito. Não se trata de ameaça vazia; eles viram com os próprios olhos o cumprimento do juízo sobre a cidade. A referência funciona como prova de que a palavra profética se realiza. Ir ao Egito seria repetir voluntariamente o destino de Jerusalém, do qual mal haviam escapado.
O acúmulo de termos, servir de "maldição, e de espanto, e de execração, e de opróbrio", pinta o quadro de um povo que se tornaria exemplo negativo, nome usado em pragas e motivo de horror para as nações. E a frase final é uma sentença de exílio definitivo: "não vereis mais este lugar", a terra prometida. Perder a terra da promessa era, para Israel, perder o sinal concreto da aliança. O texto nos adverte sobre o preço de ignorar advertências que já vimos cumprir-se na vida de outros. Deus fala não só por palavras, mas pela história; sábio é quem aprende com o que já presenciou.