Isaías 59:6
“As suas teias não prestam para vestidos, nem se poderão cobrir com as suas obras: as suas obras são obras de iniquidade, e obra de violência ha nas suas mãos.”
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“As suas teias não prestam para vestidos, nem se poderão cobrir com as suas obras: as suas obras são obras de iniquidade, e obra de violência ha nas suas mãos.”
O que este versículo diz
Retomando a aranha do versículo anterior, o profeta explora a inutilidade das obras humanas quando estão divorciadas da justiça. As teias "não prestam para vestidos": por mais empenho que a aranha coloque, seu fio não cobre ninguém, não protege do frio nem da vergonha. É uma crítica ao esforço religioso e social que impressiona por fora, mas não veste nem abriga o próximo. A imagem lembra as folhas de figueira com que Adão e Eva tentaram, em vão, cobrir sua nudez.
A segunda metade fecha o diagnóstico com dureza: as obras são "de iniquidade" e há "violência" nas mãos. Ou seja, não se trata apenas de trabalho inútil, mas de trabalho que fere. Para o leitor, o versículo é um espelho incômodo: nem toda produtividade é boa, nem toda atividade religiosa cobre a alma. Diante de Deus, importa menos a quantidade do que fazemos e mais se aquilo veste alguém, protege o vulnerável e reflete verdade. Obras que não abrigam ninguém são, na melhor das hipóteses, teias.