Isaías 51:18
“De todos os filhos que pariu nenhum ha que a guie mansamente; e de todos os filhos que criou nenhum que a tome pela mão.”
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“De todos os filhos que pariu nenhum ha que a guie mansamente; e de todos os filhos que criou nenhum que a tome pela mão.”
O que este versículo diz
O quadro da Jerusalém abatida ganha um traço de profunda solidão. Entre todos os filhos que ela gerou e criou, não há um sequer que a guie ou a tome pela mão. A imagem é a de uma mãe idosa e cambaleante, embriagada pelo cálice do sofrimento, sem ninguém que a ampare no momento em que mais precisa.
Essa ausência de amparo humano intensifica o desamparo da cidade e prepara o contraste que virá adiante. Os filhos, que deveriam sustentar a mãe, ou pereceram, ou estão eles próprios prostrados. Não há liderança, não há consolo, não há mão estendida. Para o leitor, o versículo toca a experiência dolorosa de sentir-se sozinho na hora da provação, quando aqueles de quem esperávamos apoio não estão presentes ou não podem ajudar. Mas o texto não termina no desamparo. Ao expor o vazio deixado pelos amparos humanos, ele abre espaço para que se manifeste o único que pode verdadeiramente tomar Jerusalém pela mão: o próprio Deus, que logo se apresentará.