Isaías 47:8

Isaías 47:8
“Agora pois ouve isto, tu que és dada a delícias, que habitas tão segura, que dizes no teu coração: Eu o sou, e fora de mim não ha outra; não ficarei viuva, nem conhecerei a perda de filhos”
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O que este versículo diz

A soberba babilônica atinge aqui seu ponto mais alto e mais perigoso. Entregue às "delícias" e habitando "tão segura", a cidade diz em seu coração palavras que, na Escritura, pertencem somente a Deus: "Eu o sou, e fora de mim não há outra". Essa é a linguagem da unicidade divina, e Babilônia a usurpa para si, colocando-se no lugar de Deus. A ela se soma a certeza de invulnerabilidade: nunca ficaria viúva nem perderia filhos, ou seja, jamais conheceria a perda que atinge os mortais.

O pecado retratado é a idolatria de si mesma, a autossuficiência que dispensa o Criador. É o mesmo veneno que a Escritura chama de orgulho, o começo de toda queda. Para o leitor, o alerta é íntimo: não precisamos governar impérios para dizer no coração "eu me basto". Sempre que confiamos apenas em nossa segurança e nos julgamos imunes à perda, repetimos, em escala menor, a ilusão que arruinou a grande cidade.

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