Isaías 47:10
“Porque confiaste na tua maldade e disseste: Ninguem me pode ver; a tua sabedoria e a tua sciencia, essa te fez desviar, e disseste no teu coração: Eu o sou, e fora de mim não ha outro.”
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“Porque confiaste na tua maldade e disseste: Ninguem me pode ver; a tua sabedoria e a tua sciencia, essa te fez desviar, e disseste no teu coração: Eu o sou, e fora de mim não ha outro.”
O que este versículo diz
O profeta aprofunda o diagnóstico. Babilônia "confiou na sua maldade", isto é, apoiou-se na própria capacidade de fazer o mal impunemente, presumindo que ninguém a veria nem a pediria contas: "ninguém me pode ver". É a ilusão de que os atos ocultos não têm testemunha e não têm juízo. A isso se junta o orgulho intelectual: a "sabedoria" e a "ciência" da grande civilização, que deveriam servir ao bem, tornaram-se fonte de extravio quando divorciadas da humildade diante de Deus.
Novamente ressoa a frase blasfema: "Eu o sou, e fora de mim não há outro". O conhecimento sem temor de Deus conduziu Babilônia à autodivinização. Aqui há uma lição atual e séria: inteligência e competência são dons bons, mas podem cegar quando alimentam a convicção de que nos bastamos e de que ninguém nos observa. A Escritura afirma que os olhos do Senhor estão em todo lugar; viver como quem é visto por Deus é o começo da verdadeira sabedoria.