Isaías 45:8
“Distilae vós, céus, dessas alturas, e as nuvens chovam justiça, abra-se a terra, e produza-se toda a sorte de salvação, e a justiça fructifique, juntamente; eu o Senhor, as creei”
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O que este versículo diz
Após a grandiosa afirmação de soberania, o texto irrompe num hino lírico. Os céus são convocados a "destilar" das alturas, as nuvens a chover justiça, a terra a se abrir e produzir salvação, e a justiça a frutificar. A imagem é agrícola e delicada: como a chuva desce e a terra germina, assim a salvação de Deus brotará sobre o mundo. "Justiça" e "salvação" aparecem entrelaçadas, quase como sinônimos, revelando que o agir salvífico de Deus é também um ato de justiça — de colocar as coisas em seu devido lugar.
Deus encerra com a assinatura: "eu, o Senhor, as criei". Tanto o céu quanto a terra respondem ao seu chamado, cooperando no florescimento da salvação.
Esse versículo respira esperança. Depois das palavras densas sobre luz, trevas e juízo, vem a promessa fértil de que Deus faz brotar o bem. Na vida devocional, ele nos convida a esperar como o agricultor espera a chuva: com confiança de que Deus derrama, no seu tempo, justiça e salvação sobre a terra ressequida da nossa história.