Isaías 25:4
“Porque foste a fortaleza do pobre, e a fortaleza do necessitado, na sua angústia: refúgio contra o alagamento, e sombra contra o calor; porque o sopro dos tiranos é como o alagamento contra o muro.”
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O que este versículo diz
O cântico revela agora o coração da razão do louvor: Deus é refúgio dos vulneráveis. A repetição "fortaleza do pobre, fortaleza do necessitado" sublinha que a proteção divina se dirige de modo especial a quem não tem defesa própria. As imagens são vívidas e tiradas da experiência de um povo do Oriente Próximo: "refúgio contra o alagamento", abrigo diante da tempestade que arrasa, e "sombra contra o calor", alívio no sol implacável do deserto.
A violência dos poderosos é comparada ao vento e à enxurrada que se lançam contra o muro. Contra essa força, Deus mesmo se torna a muralha. É notável que a queda das cidades soberbas dos versículos anteriores tenha como contrapeso esta ternura para com os oprimidos: o juízo e o cuidado são duas faces do mesmo amor justo. Para quem hoje se sente exposto e sem proteção, a palavra é de consolo firme: há um abrigo que a tempestade não derruba.