Isaías 10:32

Isaías 10:32
“Ainda um dia parará em Nob: moverá a sua mão contra o monte da filha de Sião, o outeiro de Jerusalem.”
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O que este versículo diz

A marcha chega ao seu ponto máximo de ameaça: "Ainda um dia parará em Nobe". Dali, das alturas próximas, o invasor pode enfim avistar Jerusalém, e o profeta o descreve erguendo a mão num gesto de desafio "contra o monte da filha de Sião, o outeiro de Jerusalém". É o instante de maior suspense de toda a passagem — o inimigo às portas, o punho levantado contra a cidade santa.

O gesto da mão erguida é ameaça e provocação, o auge da arrogância que percorreu todo o capítulo. Parece que nada pode deter o golpe. Mas é exatamente neste ponto de máxima tensão que a poesia se congela, suspensa à beira do abismo. Para o leitor, o versículo captura aqueles momentos em que a ameaça parece já ter vencido, quando o mal ergue a mão e nada humano o detém. É precisamente aí, quando toda esperança humana se esgota, que a Escritura costuma revelar a intervenção de Deus. O punho levantado ainda não desceu — e Quem tem a última palavra está prestes a falar.

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