Habacuque
- TestamentoAntigo
- GêneroProfeta menor
- AutorHabacuque
- Épocaséc. VII a.C.
- Capítulos3
Um diálogo sincero entre o profeta e Deus sobre o problema do mal, que termina em fé e alegria mesmo em meio à adversidade.
Habacuque ocupa um lugar singular entre os profetas, pois em vez de falar de Deus ao povo, ele fala com Deus em nome do povo. O livro é estruturado como um diálogo corajoso e sincero, no qual o profeta apresenta suas perguntas mais angustiantes ao Senhor e recebe respostas. Escrito provavelmente às vésperas da invasão babilônica, ele enfrenta de frente um dos maiores dilemas da fé: por que Deus permite a injustiça e o sofrimento dos justos.
A trama se desenvolve em duas grandes queixas. Primeiro, Habacuque clama diante da violência e da corrupção em Judá, perguntando por que Deus permanece em silêncio. Deus responde que levantará os caldeus (babilônios) como instrumento de juízo, o que gera uma segunda e ainda maior perplexidade: como Deus poderia usar um povo mais ímpio para castigar outro? A resposta divina convida à confiança e à espera, revelando que o soberbo perecerá, mas o justo viverá pela fé. O livro culmina num dos mais belos cânticos de confiança de toda a Escritura.
No coração do livro está a declaração que ecoaria no Novo Testamento: "o justo viverá pela sua fé" (Habacuque 2:4), citada por Paulo como fundamento do evangelho. Mais adiante, o profeta expressa uma das mais sublimes profissões de fé: mesmo que a figueira não floresça e não haja rebanho no curral, ele se alegrará no Senhor. Habacuque ensina que a verdadeira fé não depende das circunstâncias, mas se firma no caráter fiel de Deus.
Capítulos
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