Gênesis 40:14
“Porem lembra-te de mim, quando te for bem; e rogo-te que uses comigo de compaixão, e que faças menção de mim a Faraó, e faze-me sair desta casa;”
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- Quem falaCopeiro-mor
- PersonagensFaraó
O que este versículo diz
Aqui a humanidade de José se mostra sem disfarces: "lembra-te de mim, quando te for bem". Depois de servir à esperança do copeiro, ele pede um gesto de compaixão em troca. Não há nada de indigno nesse apelo; é a voz legítima de um homem injustamente preso que enxerga, no restabelecimento do outro, uma possível porta. José faz o que pode dentro de suas circunstâncias: pede, roga, confia num favor humano.
Esse detalhe é precioso porque impede que idealizemos José como um santo distante e impassível. Ele crê em Deus e, ao mesmo tempo, age nas possibilidades reais que se abrem. Confiar na providência não significa cruzar os braços; significa fazer a nossa parte e esperar. O verbo "lembra-te" ganhará peso no fim do capítulo, quando justamente a memória falhar. Por ora, aprendemos que pedir ajuda não é falta de fé, e que nomear diante de alguém a nossa necessidade é um ato de coragem e de esperança, não de fraqueza.