Gênesis 40:11
“E o copo de Faraó estava na minha mão, e eu tomava as uvas, e as espremia no copo de Faraó, e dava o copo na mão de Faraó.”
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- Quem falaCopeiro-mor
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O que este versículo diz
O sonho culmina no gesto habitual do copeiro: tomar as uvas, espremê-las no copo do faraó e entregá-lo em sua mão. É a descrição precisa de sua antiga função restaurada. O detalhe do "copo de Faraó" repetido três vezes reforça a intimidade do serviço perdido e agora, no sonho, recuperado. O homem se vê de novo fazendo aquilo para o qual fora chamado, de volta à presença do rei.
Há algo profundamente humano nesse anseio de reencontrar o próprio lugar, a própria vocação, a dignidade do trabalho que nos foi tirado. O sonho lhe devolve, ainda que em imagem, a esperança de ser novamente quem era. Para nós, o versículo lembra que os desejos legítimos do coração — de restauração, de reconciliação com nossa história — não são desprezíveis aos olhos de Deus. E que, muitas vezes, a bênção não consiste em algo grandioso e novo, mas na simples graça de sermos reconduzidos ao serviço fiel do lugar que nos cabe.