Ezequiel 47:7
“E, tornando eu, eis que à borda do ribeiro havia uma grande abundância de árvores, de uma e de outra banda.”
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O que este versículo diz
De volta à margem, Ezequiel percebe algo que a intensidade da travessia talvez o tivesse impedido de notar: nas duas bordas do rio há grande abundância de árvores. Onde a água da presença de Deus passa, a vida rebenta em profusão. O deserto de Judá, terra árida e dura, é o pano de fundo que torna a cena tão surpreendente. Não é paisagem natural daquela região; é o efeito transformador da corrente que nasce do santuário.
A imagem dialoga com o Salmo 1 e com Jeremias 17, onde o justo é como árvore plantada junto a águas. O ensino é simples e profundo: a fecundidade da vida não vem de nós, vem de estarmos plantados perto da fonte certa. Árvores não produzem folhas por esforço próprio, mas por estarem enraizadas onde há água. O convite devocional é examinar onde lançamos nossas raízes, pois é a proximidade da fonte, e não a força da árvore, que determina se haverá fruto.