Ezequiel 32:2

Ezequiel 32:2
“Filho do homem, levanta uma lamentação sobre Faraó, rei do Egito, e dize-lhe: Semelhante eras a um filho de leão entre as nações, e tu foste como um dragão nos mares, e trasbordavas os teus rios, e turbavas as águas com os teus pés, e enlameavas os seus rios.”
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O que este versículo diz

O profeta é chamado a entoar uma lamentação — um gênero fúnebre, como quem canta num enterro — sobre Faraó. A ironia é intensa: o rei do Egito se imaginava um jovem leão majestoso entre as nações, mas o texto o compara antes a um monstro dos mares que agita e enlameia as águas com as próprias patas. A imagem evoca o crocodilo do Nilo, símbolo da força egípcia, e talvez as antigas figuras do caos aquático que a Escritura frequentemente usa para representar orgulho e violência. Em vez de fecundar o rio que dava vida ao Egito, Faraó o suja e o revolve.

O retrato desmascara a grandeza que se torna destrutiva. Quem deveria abençoar termina turvando tudo ao redor. Vale examinar-se: o poder e os dons que recebemos servem para clarear as águas da vida comum ou para enlameá-las? A vaidade que se acha leão pode, aos olhos de Deus, estar apenas espalhando lodo.

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