Ezequiel 18:8
“Se não der o seu dinheiro à usura, e não receber demais, se desviar a sua mão da injustiça, e fizer verdadeiro juízo entre homem e homem,”
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- Quem falaSenhor
O que este versículo diz
O justo "não empresta a juros" nem "recebe demais". A Lei proibia cobrar juros do irmão empobrecido (Êxodo 22, Levítico 25), porque a usura, naquele contexto, aprofundava a miséria de quem já lutava para sobreviver — não era investimento, mas exploração da desgraça alheia. Recusar o lucro fácil sobre a necessidade do pobre é marca de quem teme a Deus.
O versículo culmina em duas atitudes: "desviar a mão da injustiça" e "fazer verdadeiro juízo entre homem e homem". A imagem da mão que se retira do erro sugere autodomínio ativo, uma decisão diária de não ceder à vantagem desonesta. E o juízo verdadeiro entre as pessoas aponta para a imparcialidade, o julgar sem favorecer ricos nem oprimir fracos. Para nós, o texto interpela nossas relações econômicas: como lucramos, como tratamos quem nos deve, se enxergamos o outro como próximo ou como oportunidade. A fé bíblica nunca separou a espiritualidade da honestidade nas finanças e nos tribunais do dia a dia.